Estou realizando tentativas para deixar as aulas mais curiosas,
como diz Rubem Alves, e atrair mais os alunos.
A vivência desta semana foi cansativa, mas observei algumas coisas.
As salas dos segundos anos do ensino médio estão trabalhando com
diversidade social, e não há como falar nisto sem falar sobre desigualdade
social. A apostila do aluno trás tabelas, para que eles interpretem e trabalharem
com dados do IBGE.
Como os alunos têm muita dificuldade em interpretar tabelas, expliquei
com o multimídia projetando na lousa, tabela por tabela.
Algumas salas prestaram atenção na explicação, mas em uma
especialmente na X foi catastrófico. Eles se sentiram entediados, muitas vezes
conversaram. Tive que chamar atenção várias vezes dos alunos, um horror. Nesta
sala parei de explicar, e pedi que eles fizessem os exercícios. Nas salas W e Y,
consegui explicar, com mais atenção e participação dos alunos da sala W.
A maioria dos alunos de todas as salas, mesmo com a explicação,
tiveram muita dificuldade em realizar o exercício que a apostila trazia, demonstrando
que 70% ainda não havia entendido.
Fiquei pensando em como fazer com que eles entendessem.
A apostila do aluno trazia uma lição de casa, onde eles tinham que
pesquisar alguns dados em casa, e comentar sobre eles.
Usei então este exercício para levar os alunos na sala de informática,
já que muitos não têm computador. Eles então construíram uma tabela a partir
dos dados encontrados.
Foi bastante produtivo, pois eles usaram a internet sem ser para
acesso a rede social, e sim construção de conhecimento. No final da aula, todos
haviam construído uma tabela sem perceber.
Na outra semana, preparei uma aula mais dinâmica. A partir de um jogo,
os alunos teriam que perceber que para transformar a desigualdade social em
igualdade, é necessário uma mudança na estrutura de classes da sociedade, e
também mudança individual.
Vou descrever a atividade em uma
postagem separada.
A sala X que não se interessou
pela aula convencional, foi a que mais participou e entendeu a atividade.
O envolvimento na aula na sala de informático também foi bastante rico.
A sala W, que fez uma boa produção textual na aula tradicional, e a Y
que participou razoavelmente da aula tradicional, não desenvolveram e não
entenderam tão bem a atividade lúdica.
A sala W acho que por estar acostumada ao explica e escreve teve
dificuldade na participação na brincadeira, e a sala Y não foi proveitoso
devido a indisciplina dos alunos.
O que percebi com tudo isto, a sala W, esqueceu como é brincar,
brincadeira com aprendizado, como as crianças deveriam ser.
A sala X tem a criatividade mais aguçada, trabalhar com estes tipos de
atividades talvez seja mais rico para eles.
E a sala Y não foi proveitoso devido à imaturidade dos alunos, não no
sentido criativo, mas em relação em qual é o propósito de eles estarem na
escola.