segunda-feira, 5 de março de 2018

Trabalhando a interpretação

Quando recebo os alunos do primeiro ano do ensino médio percebo que eles, a grande maioria, possuem muita dificuldade em interpretar.
Nestes poucos anos na educação, o que venho observando, é que é difícil para os alunos falarem sobre aquilo que desconhecem. Quando eles dominam o assunto, como todos nós, é fácil escrever. Mas a sociologia é algo diferente.... Como ter essa conversa com eles?
Neste ano, minha vivência com os alunos será essa, ver o mundo como criança, de forma diferente, sem lentes, com olhos vivos para o mundo. E isso pode ser desenvolvido em todas as disciplinas, aulas vivas, amorosas, com tempo de olhar olho no olho do aluno, sentindo suas dúvidas e incertezas em relação ao mundo, e assim despertando a curiosidade em descobrir o que há lá fora.
As aulas, estas primeiras aulas, serão para demonstrar que a sociologia é a interpretação do mundo e da sociedade que vivemos, “fora da caixinha”, e para isso precisamos exercitar o que melhor fazíamos quando éramos crianças, ver o mundo de forma diferente.
Interpretar todos os tipos de linguagem.
E como seguir à frente com essa dificuldade nas aulas de sociologia que é a pura interpretação do mundo?
Pensei em dar algumas atividades de interpretação, mas a priori, não interpretação de texto, mas uma tentativa de interpretação criativa, do resgate de quando éramos crianças e interpretávamos tudo de forma diferente.
Iniciei com duas animações:
“O banquete”
“O Presente”
O objetivo é que os alunos se identifiquem com as animações, mas a atividade se dá da seguinte forma:
Explico para a sala qual é a proposta da aula, que não sou professora de língua portuguesa, mas que para que eles entendam a sociologia eles precisam interpretar o mundo e que a atividade da aula será elas assistirem a animação e após escrever literalmente a história.
Os alunos assistem a primeira animação e escrevem o que entenderam, sem pressa.
Assistem a segunda animação e escrevem o que entenderam, sem pressa
Algumas salas apresentaram muita dificuldade de entender a primeira animação, foi preciso que eu explicasse e após passasse a animação novamente.
É impressionante o quanto os alunos escrevem, muitas vezes, bem mais que trinta linhas.


O banquete



O presente